Sua empresa consegue acompanhar a velocidade da mudança?

cm_cidadesdofuturo_interno_1342057240Na velocidade com que caminhamos, acabamos esquecendo que ao constituirmos uma empresa, seja por necessidade ou oportunidade, precisamos levar em consideração certos fatores para que o negócio se desenvolva de forma saudável.

Há poucos anos, ao criarmos um negócio, tínhamos tempo para acertar e errar. As características da época permitia que se levassem 10 ou 20 anos para a empresa estruturar-se, isso porque não havia muita concorrência nem a facilidade que temos para adquirir produtos ou serviços. As pessoas também não tinham a percepção de valor que tem hoje.

Mas a dinâmica mudou. Hoje, o tempo é curto. O acesso à informação é ágil e rápido.relacionA visão da Bloco d& Ideias é de que o papel de uma agência de comunicação é de colaborar para que a empresa crie um elo forte com os clientes e encontre seu lugar dentro do nicho de mercado no qual está inserido. Desse modo conseguindo apresentar de forma correta e eficaz seus produtos e serviços ao público-alvo, gerando valor para o mercado e tornando-se sustentável financeiramente, fazendo com que este mercado compre a sua proposta de negócio.

Quem queremos conquistar?

No objetivo de conquistar alguém, criamos formas de chamar a atenção para nós. Antes de qualquer coisa, escolhemos quem queremos conquistar, levando em consideração uma série de fatores pertinentes aos nossos gostos. Pensamos na roupa que vamos vestir, no perfume que vamos usar, na forma de se aproximar, na abordagem, ou seja, planejamos a ação, pois queremos muito ter êxito na investida. Ser gentil, pensar a cada instante o que vamos fazer para manter a outra pessoa interessada. Com o passar do tempo, porém, ao imaginarmos que a pessoa já está conquistada “para sempre” deixamos as gentilezas de lado. Não mandamos mais flores, não perguntamos como foi seu dia… Depois de um tempo, a relação esfria e deixamos de ser importante para essa pessoa.

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A aventura, por sua vez, é mais pertinente ao espírito juvenil. Conquistas passageiras, sem cumplicidade ou reciprocidade alguma, logo caem no esquecimento. São dois exemplos simples da nossa vida pessoal, que servem de analogia à relação que algumas empresas têm com seus clientes ou colaboradores.

Tanto clientes internos como clientes externos precisam de planejamento, investimento e esforço contínuo para serem atraídos, conquistados e reconquistados.

Sua marca precisa entender esse processo e usar as ferramentas disponíveis para atingir esse objetivo.

Gosto “Pessoal” na Comunicação das Marcas

Há quem diga que gostos, cores e amores não se discute. Porém nossas preferências estéticas revelam muito de nossa própria identidade e o que constantemente queremos mostrar para as pessoas. Diria ainda que através da expressão delas há uma tentativa interior de mostrar ao mundo a nossa cara, ou a cara que queremos que ele veja.

Mas o que tudo isso tem de relação com identidade de marcas? Marca não tem gosto pessoal! Ou tem? Pois bem, em todas as etapas, a comunicação sofre com um processo chamado ora de transformação, ora de evolução, ora de retrocesso. Aplicam-se a ele diversos gostos estéticos de diferentes pessoas, fazendo toda a diferença naquilo que definirá a comunicação como sólida ou inovadora ou mesmo brega.

Mais do que levar em conta todos os fatores que envolvem cada marca, o comunicador deve saber diferenciar arte de design, seu gosto pessoal de comunicação, algo complexo de ser realizado, onde somente uma equipe que possua uma ampla capacidade de entender os gostos e valores importantes para seu público poderá obter, no resultado final, algo sólido, com credibilidade e diferenciação.

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Não se trata de seguir conceitos pré-prontos e, sim, de executar briefings de forma planejada e diferente um dos outros, traduzindo para a comunicação final um pouco da identidade da marca sem deixar de “falar intimamente” com o público ao se relacionar diretamente com o gosto pessoal dele. Dessa forma, os mesmos cuidados destinados aos produtos, são trazidos para a comunicação através do bom gosto estético tanto da marca, quanto do público, desde as fotografias publicitárias à identidade visual, das fachadas e PDVs às embalagens, todas as peças devem estar em harmonia estética, previamente estudada e traduzida de uma forma artística/estética agradável ao consumidor.

Nada mais senão aquilo que a marca deseja passar de sua identidade para todo o seu público, porém diversas vezes o gosto “pessoal” de inúmeros profissionais ligados a essa marca podem não ser a referência ideal para aquele objetivo de comunicação. Por isso, cabe a nós, comunicadores, educar por vezes o cliente, por vezes o mercado, por vezes nós mesmos e adequar gostos a objetivos de comunicação cada vez mais específicos e com verbas cada vez menores a essa realidade, onde o nosso público deixou de ser aquele capaz de ser atingido, modificado, lapidado e se tornou aquele que impõe padrões e gostos à marca.

E nós, enquanto marca, nada temos a fazer senão nos adaptar e adaptar nosso gosto pessoal de marca aos gostos desse público muito mais maduro.

Afinal…

“… a chave para atingir as metas organizacionais, consiste em ser mais eficaz do que os concorrentes para integrar as atividades de marketing, satisfazendo, assim as necessidades e desejos dos mercados alvos.” – Philip Kotler

Vida mansa exige complexidade

Caro leitor,

Tudo o que 8a631b47357ec7d864c29710facec337deseja de mim é que lhe leve ao topo, um espaço reservado a poucos que se permitiram sonhar e fazem uso fruto de um lugar cômodo junto ao sol, na sombra e com água fresca.

Eu posso lhe dar isso, mas entenda, acompanhe o desenvolvimento:

A Visão não depende da capacidade de enxergar, então desista de acreditar que é inteligente o raciocínio de que basta aparecer; isso é fazer não mais do que é sua obrigação, outro sim, indica que se quer sua proposta sairá da apreciação de sua própria presença. Será somente uma dimensão da realidade.

A visão é elaborada de um pouco mais de um milhar de micro pontos em cada tela que possuímos: nossos olhos. Isso significa que ter as devidas percepções possíveis da visualização é estar de forma clara para que a mente possa captar, já que esse biomecanismo tem linguagem própria; de outra maneira, será mais uma expressão como qualquer poluição visual existente.

Portrait of attractive male in casual clothes and eyeglasses looking at camera
Crédito: Freepik

A pessoa que observa é uma testemunha com predisposição para entender e identificar, o que somente irá acontecer se ela foi educada a isso pelas circunstâncias. Significa que o que queremos mostrar deve estar no local correto, para que ela possa receber o estímulo que precisa para se apropriar de sua proposta como se fosse uma ideia própria. No meio publicitário chamamos de identificação do cliente. Lembre-se: a ideia foi do consumidor, foi ele que decidiu ir até sua proposta.

Quando menciono a predisposição, no parágrafo acima, quero dizer que somente tem sucesso quem nasceu para isso, pois recebeu estímulos certos em sua educação para tanto. As percepções que levam uma pessoa a realizar as escolhas que o guiarão para o sucesso foram codificadas até os 16 anos de idade. Após a mente terá que ser treinada, uma ciência a ser absorvida por um estímulo externo. Portanto, não será mais natural. Se não aprendeu, significa que irá fracassar em seu modo de realizar escolhas, a menos que contrate profissionais que a ensine ou que contrate serviços que dominam a ciência de que necessita.

Todos os elementos visuais são comparados em milionésimos de segundos enquanto o cérebro combina esse milhar de pontos em cada tela. Existe cores para tudo, expressões para tudo, então, uma pesquisa profunda é elaborada sobre cada expressão que queremos deixar clara, dentro de uma proposta que tem que ser reconhecida, de uma forma que o cliente acredite que precisa muito naquele momento, e no lugar certo. Se o senhor me deixar trabalhar eu consigo. Apresento-lhe assim a complexidade do trabalho de um publicitário, ou seja, da busca por uma ação baseada no respeito e na necessidade de todos os elementos a serem considerados em uma intervenção voluntária.

E a visão é só um dos sentidos!


Por Carlos O. dos Santos

Especialista em Comportamento Humano